Barriga de aluguel: casal homoafetivo cruza três continentes para ter filhos

reproducao assistida homoafetiva

Matéria publicada no O GLOBO, em 23.10.2014 (p. 32). Em resumo:

Um casal homoafetivo brasileiro quer ter filhos, mas não por adoção, e sim biológicos. Adquirem de uma empresa israelense em Tel Aviv, óvulos de uma doadora da África do Sul, e depois da fertilização os embriões foram inseridos em duas mulheres da Tailândia para a gestação assistida, cada uma com material genético de um deles.

No último domingo nasceram as gêmeas da primeira gestante e para fevereiro do próximo ano é esperado o bebê em gestação na outra. Não entrarei por enquanto nos aspectos de legalidade e efeitos em relação aos fatos de serem anônimas as doadoras de óvulos; terem sido escolhidas doadoras brancas e os pagamentos efetuados pelos óvulos e gestações assistidas!

A primeira questão que se põe é: isto se insere nos objetivos e contexto moral e ético da PMA, ou Procriação Medicamente Assistida?

Creio que esta matéria deverá ser reestudada, para serem bem estabelecidos os limites entre a esfera pública e a esfera privada e em relação a esta quais as normas reguladoras que se impõem.

No Brasil o primeiro bebê de proveta já comemorou trinta anos (Anna Paula Caldeira) e depois dela mais 300 mil foram assim gerados! O que tem mudado e quais são os limites dessa experiência (sub ou extra) humana?

Roberto Wider

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